🤯 Sobre o que nenhum "guru de prompts" te diz


Hey Reader 👋

Estava a fechar o último slide da aula que vou entregar às minhas alunas do IA Master Team.

É sobre Cowork. E gosto (ou melhor amo) destes momentos.

Chávena a arrefecer ao lado, último separador aberto, sei que na manhã seguinte alguém vai instalar aquilo e ter resultado antes do almoço.

Mas o email que te estou a escrever agora não nasceu da aula...nasceu de uma pergunta que me anda a dar volta às tripas esta semana, e que eu ainda estou a arrumar na minha cabeça enquanto te escrevo.

📬 Na Newsletter de hoje:

  1. A pergunta que me trouxe até este email
  2. O que percebi quando comecei a juntar o que vejo em volta do negócio com o que vejo em volta da IA
  3. A pergunta certa a fazer quando pedes algo à IA, e que quase ninguém está a fazer
  4. Um padrão que sigo há anos e a que só hoje dei nome

A pergunta é esta.

Porque é que, no mesmo mês, vejo duas empreendedoras dizerem-me "estou a usar IA no meu negócio", e uma delas teve um salto visível, enquanto a outra continua a dizer-me que a IA não lhe serve?

  • Ambas pagam a mesma ferramenta.
  • Ambas conseguem escrever um prompt.
  • Ambas recebem respostas bem escritas.

Mas uma vê diferença no negócio e a outra não vê nada.

Comecei por pensar que fosse domínio técnico. Não é!

Já vi pessoas com formação em IA, com cursos, com certificações, a produzirem conteúdo que podia ter saído de qualquer caixa de diálogo do mundo.

Depois pensei que fosse tempo. Quem leva mais tempo a montar, vê mais. Também não. Há quem ande nisto há um ano e continue exactamente no mesmo sítio.

E foi a ficar sem hipóteses fáceis que reparei numa coisa.

As mulheres que me dizem que a IA não converte no negócio delas, costumam ser as mesmas que também me dizem que andam em esforço no negócio em si...

  • Que o Instagram não vende.
  • Que o funil não chega.
  • Que o produto dá trabalho.
  • Que estão sempre a compensar.

E foi aí que arrisquei uma frase, para dentro, que ainda estou a testar:

A IA não falha no vazio. Falha onde o negócio já estava a falhar.

Deixa-me explicar-te o que se está a tomar forma dentro da minha cabeça, Reader. Porque isto, se for verdade, muda a conversa toda.

Um negócio não é uma máquina de vender. É um ecossistema.

👉 Tem, no mínimo, 3 camadas: um sistema de atracção que traz pessoas, um funil que as leva a comprar, um produto que as transforma por dentro.

Se uma das camadas está mal montada, a seguinte não compensa. simples assim.

Podes fazer os carrosséis mais bonitos do Instagram. Design impecável, hooks afiados, ganchos que param o scroll. Vão trazer gente. Mas se o funil por trás não está afinado, pouca gente (ou ninguém) compra.

Podes afinar o funil ao milímetro. Se o produto por dentro é uma porcaria, as pessoas entram, usam meia hora, desistem. E tu voltas ao princípio, a comunicar, a atrair, a comunicar mais, a tentar compensar com mais conteúdo o que falta no ecossistema.

É por isto que tantas mulheres andam em esforço constante.

❌ Não é falta de dedicação.

❌ Não é falta de estratégia.

É falta de ECOSSISTEMA.

E há uma regra que entrego SEMPRE aos meus alunos e alunas:

O contexto é SEMPRE o produto.

❌ Tu não estás a comunicar para seres vista.

❌ Não estás a comunicar para ter seguidores.

✔️ Estás a comunicar para colocar pessoas dentro de um produto.

Volto à IA. Porque é aqui que isto fica interessante 👇

A IA funciona exactamente da mesma maneira que o teu negócio.

É um ecossistema. Precisa de camadas. Precisa de contexto.

Só que o mercado anda a vendê-la como se fosse uma máquina de prompts.

→ Abre a caixa, pergunta, recebe. Tipo drive-thru. E depois toda a gente se admira que o hamburguer não saiba a nada 🤣 (não resisti).

E estou a pensar nisto hoje em particular porque a a parte mais valiosa do meu programa IA Master Team são os assistentes, as Skills que criei com base em todo o meu conhecimento e experiência de Negócio e que são simplesmente instaladas dentro da ferramenta.

Isto permite à IA puxar a competência certa para cada pedido (é tipo teres-me instalada no teu negócio 😜).

  • Pedes um funil, vai buscar a skill de funis.
  • Pedes um email, vai buscar a skill de emails.
  • Pedes uma legenda, vai buscar a skill de legendas.

Tecnicamente, é das coisas mais interessantes que aconteceu à IA nos últimos meses.

Mas fica a pergunta que eu ainda não vi ninguém fazer:

Se peço um funil à IA, é um funil que converte?

Se peço uma legenda à IA, é uma legenda que vende?

A competência técnica da IA, sozinha, consegue dar-te respostas plausíveis. Aceitáveis. Bem escritas. Correctas no português.

  • Não te consegue dar respostas que convertem, porque converter depende de coisas que a IA não sabe sobre ti.
  • Não sabe a tua bandeira.
  • Não sabe o teu método.
  • Não sabe o teu tom, os teus "nãos", a tua cliente, a tua oferta, a tua voz em privado com quem te procura.
  • Não sabe porque é que as pessoas que compram, compram.
  • Não tem um negócio digital há +10 anos para o mercado português, sem se matar a vender no Instagram.

(ninguém te deu isto escrito.Tu também não deste à IA 🤷‍♀️)

Sem isto, a IA escreve.

Mas o que escreve não é teu.

E o que não é teu, não converte.

O padrão que só hoje dei nome.

Vou ser honesta contigo sobre uma coisa que só percebi enquanto te escrevia esta manhã.

Isto que estou a dizer, este olhar para a camada que está por baixo da ferramenta, não é novo na minha forma de trabalhar.

Eu só nunca o tinha verbalizado tão claramente como agora.

  • Quando o mundo digital corria atrás de Facebook Ads, eu estava a construir lista.
  • Quando falavam de estar sempre presente nas redes, eu estava a montar sistemas.
  • Quando 2023 trouxe a IA para a conversa pública, eu já a usava há bem mais tempo para coisas concretas dentro do meu negócio.

Não é sorte.

Durante muito tempo não soube bem como nomear esta tendência em mim.

Hoje, escrevendo-te isto, dou-lhe forma e nome: PROFUNDIDADE.

Escolher profundidade quando o mercado corre atrás da superfície.

É isto, acho eu, que forma um/a líder👇

Não ver o que já está à vista de todos. Ver o que ainda não está.

O meu padrão não foi sorte. Foi ter a coragem de escolher ver primeiro o que ainda não estava à vista.

É por isto também que a aula de amanhã levou semanas a construir.

O Cleude Cowork não entra na aula como mais uma funcionalidade bonita para pôr numa lista. Entra depois de eu própria perceber onde encaixa no ecossistema. Depois de eu ter usado, falhado, repetido, ajustado.

É sempre esse o caminho, aqui dentro.

Ainda não tenho a frase final arrumada, mas chego aqui:

A IA não vai substituir negócios. Vai substituir negócios sem ecossistema.

Os que foram montados em cima de uma só camada, os que andam há anos a tentar compensar com esforço o que lhes falta por dentro. Para esses, a IA acelera o ruído.

Para quem tem as camadas montadas e a voz registada por escrito, a IA amplifica tudo o que toca.

Não é uma questão de ferramenta.
É uma questão de quem está ao leme quando a ferramenta trabalha.

Hoje foi longo, eu sei... mas é necessário para haver PROFUNDIDADE.

O Resumo + Reflexão + Perguntas para Ti

Para levares contigo hoje:

  1. O teu negócio é um ecossistema, ou é uma máquina de atracção sem retaguarda?
  2. O que é que a tua IA sabe hoje sobre ti, que não sabia há 3 meses?
  3. De cada 10 pedidos que lhe fazes, em quantos dás contexto real?
  4. Quando a IA te devolve um resultado morno, a quem atribuis a responsabilidade?
  5. Se a tua IA deixasse de trabalhar amanhã, o que ficava por escrever no teu negócio que só tu podias escrever?

E por agora é tudo!

Abreijos,

600 1st Ave, Ste 330 PMB 92768, Seattle, WA 98104-2246
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Rita Loução

6 Dígitos deste os primeiros 6 meses de Negócio Digital em Portugal: sem gritar, sem eludir, sempre elegante e fiel a quem sou — Simplifica. Automatiza. Vive Mais.

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